TABACO-NICOTINA-VAPING Por uma escolha informada


Tendo a nicotina estado durante o último século exclusivamente associada ao tabaco, e sendo o tabaco o portador ou originador de centenas de produtos causadores de cancro segundo evidências científicas, naturalmente que foi criada a perceção entre a população de que a nicotina também seria cancerígena.
Esta conclusão à luz das evidências científicas atuais não é verdadeira. A nicotina não faz parte da lista atual dos produtos considerados cancerígenos.
Desta forma, os profissionais da saúde ligados à luta anti-tabagismo e que consideram ser o vaping uma alternativa positiva para o abandono do tabaco, vêm utilizando a frase “Os fumadores fumam pela nicotina e morrem devido ao tabaco”.
A este propósito e para clarificar os efeitos da nicotina, traduzimos parte de um recente artigo do Dr Ananya Mandal, MD, que pode ser consultado na sua versão integral em
http://www.news-medical.net/health/Nicotine-Effects.aspx Do referido artigo extraímos as seguintes partes que nos parecem importante para compreender melhor o tema.
Os efeitos da nicotina
A nicotina tem um forte efeito de alteração do humor e pode atuar sobre o cérebro tanto como um estimulante como um relaxante.
Uma das principais caraterísticas da nicotina é a rapidez do seu efeito. Uma vez dentro da corrente sanguínea, o que é imediato após a entrada do respetivo portador nos pulmões, a nicotina pode chegar ao cérebro em menos de 7 segundos.
Uma vez no cérebro, liga-se e activa os chamados receptores colinérgicos. Estes receptores colinérgicos são também abundantes em outras áreas do corpo, tais como os músculos, o coração, glândulas supra-renais e outros órgãos vitais. Normalmente, estes receptores são activados quando se ligam a um neurotransmissor chamado acetilcolina, que é produzido nas terminações nervosas do cérebro e nos nervos do sistema nervoso periférico. A estimulação dos receptores pela acetilcolina é importante na manutenção de uma respiração saudável, na função cardíaca e movimento muscular, assim como na função cognitiva.
Uma vez que a nicotina tem uma estrutura semelhante à acetilcolina, pode activar os receptores colinérgicos. No entanto, ao contrário da acetilcolina, a nicotina entra no cérebro e interrompe o seu normal funcionamento.
O uso regular de cigarros leva a um aumento no número de receptores colinérgicos e a alterações na sensibilidade destes receptores o que pode levar à adaptação à nicotina. Um fumador, precisa então de manter um fornecimento regular de nicotina para manter a função normal do cérebro e o hábito torna-se viciante.
A nicotina também estimula a libertação de vários neurotransmissores como a noradrenalina, adrenalina, a vasopressina, a dopamina, arginina e beta-endorfina. Em consequência, a dor, ansiedade e outros sintomas negativos são aliviados e as sensações agradáveis positivas são ampliadas.
O consumo da nicotina também aumenta os níveis de glucose no sangue, que se considera geralmente como sendo o resultado dos níveis aumentados de adrenalina que ocorrem devido à ingestão de nicotina estimular o fígado para libertar glucose. O aumento da disponibilidade de glucose juntamente com adrenalina julga-se ser responsável pelo aumento da capacidade de aprendizagem, de memória e o estado de alerta que têm sido associados ao tabagismo.
Por outro lado, um aumento na subida de glicose no sangue também reduz o apetite, o que aumenta a taxa metabólica e, eventualmente, provoca perda de peso a longo prazo.
Ao trocar-se o tabaco pelo vaping é pois possível manter integralmente todas as sensações positivas obtidas através do tabaco, uma vez que a sua fonte é a nicotina.
O passo seguinte será pois cada um gerir o uso da nicotina em função das suas opções pessoais, situação de vida, alternativas etc.
Sem deixar de considerar como é evidente que a nicotina provoca uma forte dependência, que o vaping através da estratégia certa poderá ajudar a vencer.


Loja do Vapa, 19jan2016

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