Petição para que o Orçamento de Estado de 2016


Sobre esta questão que no fundo é de saúde pública, exigem-se tomadas de posição rigorosas e esclarecedoras. A primeira pergunta que faço é a seguinte: "Caso um fumador potencial adepto dos cigarros eletrónicos, tenha resolvido manter-se como fumador por ao ler este artigo considerar que "afinal os cigaros eletrónicos também podem fazer mal", terá este artigo contribuído para reduzir o número de mortes em Portugal causadas pelo tabaco? Como reposta, recordo apenas que este ano em 15 de setembro, a Public Health England e outras 12 organizações de saúde inglesas subscreveram um comunicado conjunto onde se diz:

“Todos nós (as 13 organizações subscritoras) concordamos que os cigarros eletrónicos são significativamente menos perigosos que fumar tabaco. Todas as evidências sugerem que os riscos para a saúde colocados pelos cigarros eletrónicos são relativamente pequenos em comparação com fumar tabaco. Apesar de tudo, deve continuar-se a estudar os seus efeitos a longo prazo. Pelo facto de ainda existirem milhões de fumadores que pensam que os cigarros eletrónicos são pelo menos tão perigosos como fumar tabaco, temos a responsabilidade de fornecer uma informação clara sobre os factos que são do nosso conhecimento.”

Isto é, face às notícias alarmistas difundidas (sem sustentação científca comprovada) dando conta que os cigarros eletrónicos poderiam ser também perigosos desincentivando muitos fumadores de mudar, foi uma preocupação para as organizações inglesas, que consideram deverem os cigarros eletrónicos fazer partes das alternativas utilizadas pelos serviços públicos locais de luta contra o tabagismo.

É tempo de as organizações responsáveis em Portugal pensarem descomplexadamente e de forma pragmática. Todos concordaremos que o ótimo será um fumador deixar de fumar pura e simplesmente. Mas se não for capaz de o fazer e se em alternativa mudar para os cigarros eletrónicos tal poderá savar-lhe a vida. É assim que os ingleses de forma muito pragmática estão a tratar a questão.

Em Portugal é preciso que se diiga, no OE de 2015 foi inscrito um imposto especial de 0,60€ sobre cada ml de líquido, que favorece claramente a indústria tabaqueira já que o líquido para cigarro eletrónico equivalente em nicotina a um maço de tabaco poderá ter a aplicação de um montante de imposto só por si superior ao PVP do maço de tabaco. Naturalmente todos os que acompanham esta matéria e se preocupam com a saúde pública terão a expetativa de que este imposto seja corrigido no próximo OE de 2016.

É evidente que os estudos devem continuar já que se trata de uma nova tecnologia com um ritmo de inovação perfeitamente alucinante. Mas todos os estudos que contínuamente se vão realizando apenas nos poderão dar a garantia de que os cigarros eletrónicos hoje considerados pelos especialistas ingleses 95% seguros quando comparados com o tabaco, se approximem dos 100% já que a tecnologia permitá melhorar qualquer aspeto que venha a ser recomendado. E se estivessemos à espera da conclusão de todos os estudos sempre que um novo produto é lançado, ainda hoje estaríamos sem utilizar telemóveis ou fornos microondas.

Pessoalmente

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